terça-feira, 18 de novembro de 2008

Servidor público terá juros menores para comprar imóvel

Medida foi anunciada nesta segunda-feira pelo governo federal.
Segundo Paulo Bernardo, há uma 'grande demanda' dos servidores.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assinou nesta segunda-feira (17) convênio com as duas principais instituições financeiras públicas, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, para que seja disponibilizado crédito imobiliário para os servidores públicos com juros mais baixos.

A expectativa inicial é de que 1,3 milhão de pessoas, entre ativos, aposentados e pensionistas, sejam beneficiados pela medida. Pelas regras dos financiamentos, até 100% do imóvel poderá ser financiado, com taxas que variam de 8,4% a 8,9% ao ano, mais TR, para o SFH, ou seja, abaixo dos 11% ao ano, mais TR cobrados dos outros clientes.

As modalidades vão desde imóvel usado, construção até imóvel na planta e o prazo do financiamento pode chegar a até 30 anos. Poderão ser financiados imóveis de até R$ 350 mil e o ITBI, de até R$ 7 mil, também poderá ser incluído no contrato. A Caixa informou ter, de imediato, R$ 4 bilhões para emprestar ao servidor público.

Segundo o ministro Paulo Bernardo, o convênio visa atender a "uma grande demanda" por imóveis que existe no setor público. "Temos possibilidade de fazer disso um grande programa de habitação para o servidor público. É uma forma de fazer com que o crédito, que está em um momento difícil, continue crescendo", disse ele.

Para a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, o momento é de "simbolismo." "Em um momento de crise como esse, no qual se discute a eficiência do estado brasileiro, a discussão também passa pela valorização do servidor público. Eles poderão comprar imóveis com as melhores condições do mercado. Com juros menores e prazo de 30 anos para que o servidor, de fato, venha a ter a melhor casa que ele possa ter", disse.

O presidente do Banco do Brasil, Luiz Francisco de Lima Neto, por sua vez, também ressaltou o "contexto" no qual o convênio está sendo firmado, ou seja, em um momento de crise financeira. "O governo, com os bancos públicos, tem tomado um conjunto de medidas para amortecer os efeitos dessa crise", disse.

O BB e Caixa entram colocando financiamento para casa própria para os servidores. Isso demonstra força de vontade e interesse dos bancos em manter o bom momento da economia, além de um compromisso do governo federal e zelo que tem tido neste momento de contrapor os efeitos maléficos dessa crise", afirmou Neto.

BB e Caixa terão R$ 8 bi para financiar imóveis de servidores

BB e Caixa terão R$ 8 bi para financiar imóveis de servidores



BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal anunciaram crédito de R$ 8 bilhões para o financiamento da casa própria de até 1,3 milhão de servidores públicos federais, ativos e inativos. O crédito terá taxas pós-fixadas entre 8,40% e 11,5% ao ano, com financiamento integral do imóvel de até R$ 350 mil por um prazo de 30 anos, incluindo o imposto de transferência, em caso de imóvel usado.


O anúncio foi feito hoje no Ministério do Planejamento, cujo ministro, Paulo Bernardo, enfatizou ser mais uma medida para impulsionar o escoamento do crédito nesse momento de crise de liquidez internacional. "É uma forma de fazer com que o crédito continue crescendo, nesse momento difícil " , ele afirmou.


A ênfase de remar contra a crise de crédito foi seguida pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho e pelo presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto. "Os bancos públicos estão agindo para minimizar os efeitos maléficos" da crise, disse o presidente do BB. "A valorização do servidor público é importante num momento de crise como esse", disse Maria Fernanda.


A presidente da Caixa informou que a instituição tem R$ 4 bilhões para o programa, "nas melhores condições do mercado". Em rápido discurso, Lima Neto não informou o valor da linha, driblou a imprensa e saiu sem dar entrevista para não falar sobre a compra do banco paulista Nossa Caixa.


Mas o ministro Paulo Bernardo disse ao fim da solenidade que o BB também terá R$ 4 bilhões para o convênio com o servidor público, que prevê o desconto em folha das mensalidades do financiamento, que terá como funding os recursos da caderneta de poupança.


O convênio permite a aquisição de imóveis novos ou usados, além de condições diferenciadas em crédito para reforma. Na linha destinada à aquisição de material de construção da caixa, o servidor federal terá até 60 meses para pagar.


Maria Fernanda Coelho também informou que a Caixa terá R$ 10 bilhões em 2009 para o crédito consignado, cerca de 25% superior ao valor da carteira neste ano, "com a manutenção" das taxas cobradas atualmente. Os juros variam entre 1,49% e 2,35% ao mês para trabalhadores do setor privado, e de 0,9% a 2,35% para aposentados e servidores federais da ativa.


(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Produção de petróleo no Brasil é recorde em agosto, diz Petrobras

Produção de petróleo no Brasil é recorde em agosto, diz Petrobras

Crescimento em agosto foi de 4,3% sobre mesmo mês de 2007.
Recorde anterior, segundo a empresa, foi registrado em junho último.


A Petrobras divulgou comunicado nesta terça-feira (16) informando que a produção de petróleo nos campos da empresa no Brasil bateu o recorde mensal em agosto. A produção de 1,885 milhão de barris ao dia registrou um aumento de 4,3% no volume de agosto de 2007 e de 1% sobre o mês anteiror. Segundo a nota, a quantidade supera também em 18 mil barris por dia o recorde registrado em junho deste ano.

A produção média total de petróleo e gás natural da Petrobras, levando-se em conta o Brasil e o exterior, chegou a 2,442 milhões de barris de óleo equivalente, com alta de 0,9% sobre julho e de 5,3% sobre igual mês do ano passado. Levando-se em conta apenas o gás natural, a produção de 52,7 milhões de metros cúbicos representou alta de 22,5% sobre agosto de 2007 e de 0,9% sobre julho de 2008.

Perguntas e respostas sobre a produção de petróleo do Brasil Analistas ouvidos pelo G1 explicam as consequências das novas descobertas da Petrobras.

Os analistas Roberto Schaeffer, do Programa de Planejamento Energético da Coppe (UFRJ), e Jayme Alves, da Spinelli Corretora, respondem sobre as conseqüências das recentes descobertas da Petrobras.

Com o início da produção nas novas reservas descobertas dos campos de Júpiter, Tupi e Pão de Açúcar, pode haver uma queda nos preços da gasolina no mercado interno brasileiro?
Para o analista da Spinelli Corretora Jayme Alves, "queda de preço é praticamente impossível". O professor Roberto Schaeffer, do programa de planejamento energético da Coppe (UFRJ), também tem a mesma opinião que Alves. Ele avalia que "não vai ter impacto nenhum no mercado".


Por que uma maior capacidade produtiva de petróleo nacional decorrente da descoberta dos novos campos de exploração não diminui os preços da gasolina?
Segundo o professor Roberto Schaeffer, da Coppe, o preço da gasolina não faz relação atualmente com escassez de petróleo no mercado. "Para o mundo, não faz diferença nenhuma", disse. Ele atribui isso a uma quantidade menor do que a das reservas atuais da Arábia Saudita, por exemplo, com 200 bilhões de barris de petróleo.
Outro motivo para o preço da gasolina no Brasil não estar condicionado ao preço do petróleo no mercado é a elevação do preço decorrente do pagamento de impostos para produção e distribuição do combustível, lembrou o professor da Coppe. "O preço que a gente paga na 'bomba' tem pouca relação com preço do petróleo", disse. Ele estimou que há mais de 50% de custo de impostos embutido no preço da gasolina no Brasil.

A divulgação extra-oficial do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, de um novo campo de petróleo com capacidade de produzir 33 bilhões de barris vai sustentar uma alta nos preços negociados das ações da Petrobras?
O analista de investimentos da corretora de valores mobiliários Spinelli, Jayme Alves, avalia que, mesmo com a dúvida de quando vão ser divulgadas informações oficiais sobre o campo, a notícia gerada pela declaração deve sustentar o preço das ações em um patamar elevado.

As novas descobertas podem diminuir os preços do petróleo no mercado internacional?

Para o analista de investimentos Jayme Alves, da Spinelli Corretora, o possível aumento da oferta de petróleo brasileiro, não vai levar a uma queda dos valores negociados do óleo no mercado internacional. "A única possibilidade de recuo seria um desaquecimento mais forte que resultasse numa diminuição da demanda por combustíveis dos EUA, mas como isso não é esperado pelo mercado, os preços devem continuar nesse patamar de US$ 100", disse. Já o professor Schaeffer, da Coppe, diz que a alta dos preços se deve a um posicionamento "deliberado" da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cartel dos países que mais produzem petróleo. "Os países da Opep estão deliberadamente fechando a torneira para manter o preço alto", argumentou. "Achar petróleo não resolve o problema", acrescentou.

Quais são as reservas atuais de barris de petróleo do Brasil?
As atuais reservas provadas brasileiras são de 14 bilhões de barris, segundo a Petrobras. Desde sua criação, a empresa descobriu 25 bilhões de barris de petróleo e gás natural em território brasileiro, dos quais já foram extraídos 11 bilhões de barris. "Reserva" deve ser entendida como a fração de petróleo encontrado que possui capacidade técnica e econômica de ser refinado.

Quando o petróleo produzido nos novos campos (Tupi, Júpiter e Pão de Açúcar) será vendido no mercado como gasolina?
O professor Roberto Schaeffer, da Coppe, avalia que a produção estará em operação daqui a cinco ou sete anos.

Qual é a capacidade de produção dos novos campos de petróleo descobertos pela Petrobras?
A descoberta de Tupi, anunciada em novembro de 2007, pode aumentar em mais de 50% as atuais reservas de petróleo e gás no Brasil, segundo a Petrobras.

Já os campos de Júpiter e Pão de Açúcar ainda estão tendo a capacidade produtiva avaliados pela Petrobras.

Qual a importância das novas descobertas da Petrobras para o Brasil?

"É bom para a empresa e bom para o Brasil, porque a Petrobras vai passar a exportar mais. Tem um cenário mais promissor pro futuro, e vai exportar a preços internacionais. E pro país é bom também, que fica mais auto-suficiente. Tem a questão dos royalties (taxa que a empresa paga pelo direito da exploração) que vai beneficiar municípios (com direito). Quanto mais produzir petróleo, mais os municípios vão receber. Isso é bom pro desenvolvimento dessas cidades", avalia o analista de investimentos Jayme Alves, da corretora Spinelli.

Petrobras é a 3ª maior companhia aberta de petróleo, diz agência

Maior empresa aberta de hidrocarbonetos do mundo continua sendo ExxonMobil.
Informações são da agência de notícias Dow Jones.



A Petrobras ultrapassou a Royal Dutch Shell em valor de mercado e se tornou a terceira maior companhia aberta de petróleo e gás do mundo, de acordo com executivos da companhia e fornecedores de dados financeiros. A maior empresa aberta de hidrocarbonetos do mundo continua sendo ExxonMobil, seguida pela produtora de gás russa Gazprom, que também tem significativa produção de petróleo.


Quando o mercado fechou na sexta-feira (9), a Petrobras tinha um total de capitalização de mercado de US$ 264 bilhões, segundo informações do departamento de relações com investidores da companhia passadas à agência de notícias Dow Jones. O governo brasileiro possui 58% de participação nas ações com direito de voto da companhia, mas apenas 32% de suas ações totais.


A Exxon atualmente tem capitalização de mercado de US$ 472 bilhões, enquanto Gazprom tem US$ 360 bilhões. Executivos da Shell procurados pela Dow Jones não puderam fornecer dados imediatamente sobre o assunto, mas, de acordo com o site Yahoo! Finance, a atual capitalização de mercado da companhia é de US$ 252 bilhões. A agência Bloomberg também informa US$ 252 bilhões como a capitalização de mercado da Shell.


A Dow Jones não conseguiu contactar a PetroChina, a outra companhia de petróleo que compete pelo quarto lugar no ranking. O valor de mercado da companhia é de US$ 250 bilhões, de acordo com o Yahoo! Finance, ou de US$ 253 bilhões, de acordo com a Bloomberg.


As ações da Petrobras atualmente são negociadas em São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires.


Os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Petrobras na Bolsa de Valores de Nova York subiram 158% nos últimos 12 meses, enquanto na Bolsa de Valores de São Paulo avançaram 108%. O forte desempenho veio juntamente com a alta dos preços do petróleo e uma série de grandes descobertas de reservas no Brasil. As informações são da Dow Jones